Sou um persistente.
Com 12 anos já sonhava com a Rádio. Era lá que queria trabalhar, acreditava que era lá o meu futuro. Sabia que não ia ser fácil, mas desistir não estava nos meus planos. No início da adolescência, construí, em casa, um estúdio imaginário. O microfone era uma vassoura; num pedaço de madeira desenhei os botões da mesa de mistura. Discos não tinha, mas as cassetes que tocavam no velho gravador do meu pai serviam bem para o efeito. Foi nesse lugar que acarinhei e alimentei a minha paixão.
Quando pisei um estúdio a sério, já tinha 17 anos. Agarrei a oportunidade com unhas e dentes, aliás, com o corpo todo. Comecei no Rádio Clube de Amarante, uma emissora local da cidade de Pascoaes, Amarante, onde, como ele, aprendi a “arte de ser português”.
A licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto foi o percurso natural. Passei pela Televisão, mas sempre com os ouvidos na Rádio. Persistente como sou, enviei tantos CV para o Grupo Renascença que acabaram por me chamar. O convite para integrar a Rádio Sim foi a resposta com que sonhei todos estes anos.
Sim, vale a pena sonhar. Sim, vale a pena não desistir. Sim, vale a pena acreditar. Vamos encontrar-nos todos os dias na Rádio. Sim, consigo vou ser feliz!